sábado, 9 de junho de 2012

Carrego seu coração comigo

                            Dois poemas que eu gostaria de
ter escrito, que falaram comigo ontem é hoje falam com você.
E.E. Cummings
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde eu for, você vai, minha querida
Não temo o destino
Você é meu destino, meu doce
Não quero o mundo pois, beleza
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o segredo que ninguem sabe
Aqui está a raiz da raiz

O broto do broto
E o céu do céu
De uma arvore chamada vida
Que cresce mais do que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o prodígio
Que mantem as estrelas a distancia
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração.



A arte de perder
A arte de perder não é nenhum mistério; 
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia. 
Aceite, austero, A chave perdida, a hora gasta bestamente. 
A arte de perder não é nenhum mistério. 
Depois perca mais rápido, com mais critério: 
Lugares, nomes, a escala subseqüente Da viagem não feita. 
Nada disso é sério. 
Perdi o relógio de mamãe. 
Ah! E nem quero Lembrar a perda de três casas excelentes. 
A arte de perder não é nenhum mistério. 
Perdi duas cidades lindas. 
E um império Que era meu, dois rios, e mais um continente. 
Tenho saudade deles. 
Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. 
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério

Uma Arte
Não é tão difícil dominar a arte de perder;
tanta coisa parece preenchida pela intenção de ser perdida
que sua perda não é nenhum desastre.

Perca alguma coisa todo dia. Aceite a novela das chaves perdidas,
a hora desperdiçada, aprender a arte de perder não é nada.

Exercite-se perdendo mais, mais rápido:
lugares, e nomes e... para onde mesmo você ia viajar?
Nenhum desastre...

Perdi o relógio de minha mãe. E olha, minha última e
minha penúltima casas ficaram para trás.
Não é difícil dominar a arte de perder.

Perdi duas cidades, adoráveis. E, mais ainda, alguns domínios,
propriedades, dois rios, um continente.
Sinto sua falta, mas não foi um desastre.

- Até mesmo perder você (a voz gozada, o gesto que
eu amava) eu não posso mentir. É claro que não é tão difícil dominar
a arte de perder apesar de parecer (pode Escrever!) desastre.

A new life

Gilberto Fernandes


Once upon a time, there was a guy who wanted to change his life. His name was Gilberto. He is a teacher and he worked a lot. In a typical day he had thought: - I have tried to live a new life, then I need to change my lifestyle. I have been feeling bad because of many things. I am overweight, a little tired, stressed out, very nervous with some things. That’s happened because I had worked a lot.
One of this days, I was sick. I had a headache accompanied by sore throat  and stomachache and then I went to see a doctor and he said: - You needed to work less and  have a healthier diet. After that, I decided  to eat more vegetables, fruits and to do much more phisical exercises. I was doing hidrogymnastic but it wasn’t enough. I am thinking in doing spinner and weight training. I should play some sports.
I’m fat because I have eaten enough away from home. If my friends call me, Gilbert, let’s go eat out. I have never said no. When this happen, we always eating massas, fast food, barbie kill, and drinking a lot of alcooholic drinks. In most cases we were eating junk food.
Most of people I know are thinking about changing their Jobs. Sometimes I think the same way. I like teaching, but my students don’t like to study, as I am not able to change their thinking, I would like to work with another level.
In short, that guy will change his life, if he can change his habits and choices. But make new choices requires adopting new practices and it is very difficult. Is there any thing, that he can change? What do you think about it?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fernando Pessoa pensamentos

O segredo da busca é o que não se acha.
                                         
Tenho em mim todos os sonhos do mundo.
                
As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.

A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.

Para viajar basta existir.

O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.

Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.
Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

HAMLET

Poema que Hamlet escreve para o ator-rei, na sua encenação para incriminar seu tio claudio: ato III
                                                 

Mas, para terminar como o começo
Cada fato é à idéia tão avesso
Que os planos ficam sempre insatisfeitos;
As idéias são nossas, não os feitos.
O SOLOLÓQUIO DE HAMLET
(Ato III, Cena 1)

Ser ou não ser; essa é toda a questão:
Se mais nobre é em mente suportar
Dardos e flechas de ultrajante sina
Ou tomar armas contra um mar de angústias
E firme, dar-lhes fim. Morrer: dormir;
Não mais; dizer que um sono porá fim
À dor do coração e aos mil embates
De que é herdeira a carne!... é um desenlace
A aspirar com fervor. Morrer, dormir;
Dormir, talvez sonhar: eis o dilema,
Pois no sono da morte quaisquer sonhos
- Ao nos livrarmos deste caos mortal -
A paz nos devem dar. Esta é a razão
De a vida longa ser calamidade,
Pois quem do mundo os males sofreria:
A injustiça, a opressão, a vã injúria,
O amor magoado, as delongas da lei,
O abuso do poder e a humilhação
Que do indigno o valoroso sofre,
Quando ele próprio a paz encontraria
Em seu punhal? Quem fardo arrastaria,
Grunhindo, suarento, em triste vida,
Senão porque o pavor do após a morte
- Ignota região de cujas linhas
Não se volta - a vontade nos confunde
E nos faz preferir males que temos
A buscar outros que desconhecemos?
Assim nos faz covardes a consciência,
E o natural fulgor da decisão
Sucumbe à débil luz da reflexão;
E assim projetos de vigor e urgência
Em vista disto seus cursos desviam
E perdem o nome de ação. Oh, cala-te!
A bela Ofélia! - Ninfa, em tuas preces
Lembrados sejam todos meus pecados.*

* Versão em português, de Luiz Angélico da Costa, linha por linha, em decassílabos não rimados - à semelhança do "blank verse" shakespeariano, quanto à acentuação.
Luiz Angélico da Costa, docente livre de Língua e Literatura de Língua Inglesa, é Professor Emérito da UFBA e tradutor. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre - HTTP://PT.WIKIPÉDIA.ORG/WIKI/COMPLEXO_DE_%C3%89)


Hamlet é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça, ambientada na Dinamarca, conta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, o rei Hamlet, executado pelo seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida toma o trono casando-se com a mãe de Hamlet, o filho.
A saga de Hamlet apresenta personagens diversos, além da presença do príncipe Hamlet, encontra-se personagens que estão mais próximas dele: o rei Hamlet, seu pai, morto; sendo a morte justificativa para seus atos; o rei Cláudio seu tio, o estopim da Vingança; Ofélia, seu grande amor; a Rainha Gertrudes, sua razão de viver; Laertes, o seu justiceiro; Polônio, o injustiçado, e por fim, Horácio, o seu amigo escolhido como interlocutor dessa saga de Amor, Vingança, Loucura e Morte.
Do ponto de vista estrutural e tecnicamente, Hamlet é a peça mais longa escrita por Shakespeare (4.042 linhas com 29.551 palavras, 73% delas em verso e 27% em prosa) e, provavelmente, a que mais lhe deu trabalho. Supõe-se inclusive a existência de um esboço original que teria sido feito uns dez ou 12 anos antes da sua conclusão, por volta de 1588.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

POEMA de livre tradução


O dia branco, ele was born
"Foi um dia feliz
há 34 anos atrás, quando 
meu filho loiro nasceu.
Dourado como sol
hoje no parque,
quão felizes os pássaros
e voam bolas.
Sento-me na luz dourada
quase esquecendo,
Oito anos se passaram
porque o sol é tão parecido com seu cabelo?
e no ar, ante o riso de ouro
do seu amor?

Oito anos e
em uma corda radiante.

Aí vem uma perfeita
greve de luz,
sobre uma luva velha. "
Livre tradução do poema de (Jack Hirschman, ‘October 11th 1990’

terça-feira, 10 de abril de 2012

Poema de Shakespeare


Quando eu morrer não chores mais por mim - shakespeare


Quando eu morrer não chores mais por mim
Tu que  ouvir lamurias incessantes
Dizendo ao mundo que eu fugi enfim
Do mundo vil pra com os vermes morar.
E nem relembres, se estes versos leres,
A mão que os escreveu, pois te amo tanto
Que prefiro ver de mim te esqueceres
Do que o lembrar-me te levar ao pranto.
Se leres estas linhas, eu proclamo,
Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado,
Nem tentes relembrar como me chamo:
Que fique o amor, como a vida, acabado.   

Livre tradução de Gilberto Fernandes

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Melhores frases de SHAKESPEARE

William Shakespeare


É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.
Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.

Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia.
Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.
Os homens de poucas palavras são os melhores
Se fiz alguma coisa boa em toda a minha vida, dela me arrependo do fundo do coração.
Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.


“O que é o amor? Não é o futuro
A alegria presente tem riso presente
O que está por vir é ainda incerto”
Shakespeare:
Noite de Reis.